Painel de Notícias

Alto Tietê tem apenas dois Caps-AD para atender dependentes químicos

G1

A região do Alto Tietê avançou pouco no atendimento para dependentes químicos desde a criação da Portaria nº 615, de 13 de abril de 2013 do Ministério da Saúde, que prevê incentivo financeiro para a construção das unidades do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD). Das seis cidades que se encaixam nos critérios para receber uma recursos para implantar a unidade (possuem entre 70 mil a 200 mil habitantes), apenas duas já tem o serviço funcionando: Suzano e Ferraz de Vasconcelos. São 620 pessoas em atendimento nas duas cidades, onde a circulação do crack, é considerada média segundo o estudo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios.

Em Mogi das Cruzes e Poá, onde a circulação da droga é considerada alta, por exemplo, a unidade ainda não está funcionando. Em Arujá e Itaquaquecetuba, a construção também está em projeto. Enquanto isso, o número de ocorrências de tráfico de drogas cresceu 14% na região entre 2013 e 2015, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

O apoio financeiro do Ministério da Saúde, de acordo com a portaria, é apenas para a construção. A manutenção das atividades é responsabilidade das Prefeituras. Em Suzano, 400 pessoas estão em atendimento no Caps-AD. A estrutura funciona desde 2013 e o serviço é custeado pelo município. Segundo a Prefeitura, os usuários são internados por até 15 dias, até que sejam encaminhados para leitos de referência para o tratamento de sua dependência. O prédio funciona com um enfermeiro e um auxiliar de enfermagem e as pessoas atendidas também passam por médicos e psicólogo durante sua estadia. A Prefeitura não informou, porém, se há fila de espera para o serviço.

Já em Ferraz de Vasconcelos são atendidas 220 pessoas por mês. Segundo a Prefeitura, não há fila de espera. Nessas duas cidades, além de Arujá e Itaquaquecetuba, a circulação do crack é considerada média, segundo o Observatório do Crack.

A previsão é de que o Caps-AD de Arujá comece a ser implantado em 2017. Por enquanto, o ambulatório de Saúde Mental é que atende os usuários de drogas e álcool na cidade, mas a administração não informou quantas pessoas são atendidas e se há fila de espera para o serviço. O mesmo acontece com Itaquaquecetuba, cujo projeto de implantação está em elaboração. O prazo para a conclusão não foi divulgado. A cidade tem um grupo multidisciplinar para o atendimento de dependentes químicos.

Em Mogi, a construção do Caps-AD e de uma Unidade de Acolhimento Adulto (UAA) está em andamento. Os equipamentos devem ser entregues no segundo semestre deste ano. Inicialmente a previsão de entrega era 2014, ou seja, já deveriam estar funcionando há dois anos. A Secretaria de Saúde de Mogi informou que "Não houve atraso nesta obra. Os serviços estão em pleno andamento dentro do cronograma inicialmente previsto. A construção do Caps-AD começou no dia 1º de dezembro de 2015 e a conclusão está prevista para agosto/16. O que houve foi um pedido de adequação pelo Governo Federal, que na ocasião solicitou a construção da Unidade de Acolhimento, também já em construção na mesma área do futuro Caps-AD. As duas unidades atuarão de forma conjunta na reabilitação integral do paciente, tanto no aspecto clínico como social. A UA também deverá estar concluída até o final de agosto deste ano".

Quanto aos valores, o Caps-AD está orçado em R$ 699.477,11 e o investimento é integral da Prefeitura de Mogi das Cruzes. Já a Unidade de Acolhimento está orçada em R$ 956.345,08, sendo R$ 500 mil repassados pelo Governo Federal e o restante investimento da Prefeitura.

Já Poá informou que o município ainda não conta com o Caps- AD e está em processo de estruturação para inauguração do serviço. Ainda de acordo com a administração, "os munícipes que necessitam desse atendimento são encaminhados ao Ambulatório de Saúde Mental para serem acompanhados. No momento não há fila de espera e todos os pacientes são agendados para o acolhimento na própria unidade".

Segundo o governo estadual, os dependentes químicos que vivem além da capital devem passar pelo atendimento ambulatorial, por meio da rede municipal de Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD). Para os casos mais graves, os municípios devem solicitar uma vaga de internação na rede estadual, como a futura clínica de Tratamento no Hospital Doutor Arnaldo Pezutti, em Jundiapeba. Municípios que não possuem o serviço devem buscar o atendimento ao paciente, conseguindo uma vaga em um Caps-AD próximo ou solicitar internação em alguma unidade do Estado.

 

VOCÊ JÁ TEM UM PLANO DE SAÚDE? CLIQUE AQUI E SOLICITE UMA COTAÇÃO.